quinta-feira, 13 de julho de 2017

Nick Fury: Agente da S.H.I.E.L.D.

 

Stan Lee, Jack Kirby, Jim Steranko (2012). Nick Fury: Agente da S.H.I.E.L.D.. Oeiras: Levoir.

É sempre divertido reler as aventuras clássicas de Nick Fury dos anos 60. Não pela sua qualidade narrativa intrínseca, são um produto típico da Marvel para um público alvo jovem. As eternas intrigas sobre a origem da Hydra, da época em que Fury dividia as páginas da Strange Tales com Doctor Strange, são pretextos para episódios de ação inverosímil, temperadas com boas doses de tecnologias fantásticas. Já nas páginas dos primeiros números com título próprio, os argumentos tornam-se mais complexos, mas sem deixarem de ser explosivos. Divertido, mas datado. O que faz valer a pena o revisitar deste comic clássico é o seu estilo visual, inicialmente definido pelo estilo robusto de Jack Kirby, mas que depressa deu lugar ao surrealismo pop de Jim Steranko, que progressivamente se atreveu a ser cada vez mais visualmente experimentalista no rumo visual que deu à personagem. Legou-nos grandes capas e grandes vinhetas, com as melhores das suas histórias reproduzidas neste volume, como o fantástico início da saga de Scorpio (finalizada anos mais tarde por Howard Chaikyn numa graphic novel) ou Dark Moon Rise, Hell Hound Kill, onde Steranko se atreve a dissolver os limites das vinhetas, num grafismo mais próximo da BD europeia do que do limitativo estilo comercial do comic americano.

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